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Revolução Industrial: criação do sistema de fábrica na Europa e transformações no processo de produção.

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A criação do sistema de fábrica na Europa, a partir do século XVIII na Inglaterra, representa uma ruptura fundamental na história da produção. Diferente do artesanato e da manufatura, onde o trabalhador detinha os meios de produção ou controlava o processo, o sistema fabril concentrou trabalhadores, máquinas e matéria-prima em um único local, sob o controle do capitalista. A energia a vapor, aplicada a máquinas como o tear mecânico, permitiu uma escala produtiva inédita. Essa transformação não foi apenas tecnológica, mas profundamente social: surgiu o proletariado industrial, uma massa de trabalhadores assalariados que vendiam sua força de trabalho em troca de um salário. A disciplina fabril, marcada pelo controle rígido do tempo (simbolizado pelo relógio) e por longas jornadas, submeteu o trabalhador a uma nova lógica de exploração e eficiência. O resultado foi o aumento exponencial da produtividade, a consolidação da burguesia industrial como classe dominante e a reconfiguração de toda a sociedade.

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Revolução Industrial: criação do sistema de fábrica na Europa e transformações no processo de produção. — ENEM 2026 | Papirando