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Políticas de colonização, migração, imigração e emigração no Brasil nos séculos XIX e XX.

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As políticas de população no Brasil nos séculos XIX e XX foram marcadas por dois movimentos principais: a imigração internacional e a migração interna. No século XIX, a imigração europeia foi ativamente promovida pelo Estado, especialmente após 1850, com a proibição do tráfico negreiro. O objetivo era duplo: substituir a mão de obra escravizada nas lavouras de café do Sudeste e ocupar territórios no Sul do país. Contudo, por trás da justificativa econômica, havia um forte projeto ideológico de 'branqueamento' da população, baseado em teses eugenistas que consideravam o europeu superior. Italianos, portugueses, espanhóis e alemães foram os principais grupos. No século XX, o fluxo europeu diminuiu, mas a chegada de novos grupos, como os japoneses a partir de 1908, continuou a diversificar o perfil imigratório. A Era Vargas impôs restrições nacionalistas com a Lei de Cotas de 1934. Paralelamente, as migrações internas se intensificaram. O êxodo rural, especialmente de nordestinos para o Sudeste industrializado, redefiniu a demografia urbana. Projetos de desenvolvimento, como a construção de Brasília e a expansão da fronteira agrícola para o Centro-Oeste e Norte, também criaram novos polos de atração populacional. No final do século XX, o Brasil inverte o fluxo histórico e passa a ser também um país de emigração, com brasileiros buscando oportunidades nos EUA, Europa e Japão.

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Políticas de colonização, migração, imigração e emigração no Brasil nos séculos XIX e XX. — ENEM 2026 | Papirando