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O desenvolvimento do pensamento liberal na sociedade capitalista e seus críticos nos séculos XIX e XX.

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O pensamento liberal, consolidado nos séculos XVIII e XIX, é o alicerce ideológico da sociedade capitalista. Suas bases são o individualismo, a defesa da propriedade privada, a liberdade de mercado e a limitação do poder do Estado, visto como garantidor dos direitos naturais do indivíduo (vida, liberdade, propriedade), mas não como interventor na economia. Autores como John Locke e Adam Smith foram cruciais para sua formulação, associando o liberalismo político à ascensão da burguesia e o liberalismo econômico à Revolução Industrial. No entanto, as profundas desigualdades sociais geradas pelo capitalismo industrial provocaram, ainda no século XIX, o surgimento de vigorosas correntes críticas. O socialismo, especialmente em sua vertente marxista, tornou-se a principal delas, analisando o capitalismo como um sistema de exploração da classe trabalhadora (proletariado) pela burguesia, baseado na apropriação da mais-valia. O século XX testemunhou tanto a crise do liberalismo clássico, evidenciada pela Crise de 1929 e pela ascensão de regimes totalitários, quanto sua reconfiguração. Surgiu o Estado de Bem-Estar Social (Welfare State), de inspiração keynesiana, que propunha maior intervenção estatal para regular a economia e garantir direitos sociais. A partir da década de 1970, em resposta a uma nova crise, o neoliberalismo ganhou força, retomando a defesa radical do livre mercado e do Estado mínimo.

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O desenvolvimento do pensamento liberal na sociedade capitalista e seus críticos nos séculos XIX e XX. — ENEM 2026 | Papirando