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Natureza elétrica da matéria: modelos atômicos de Thomson, Rutherford e Rutherford-Bohr.

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A natureza elétrica da matéria foi desvendada por uma sucessão de modelos atômicos. O modelo de J.J. Thomson, de 1897, conhecido como 'pudim de passas', foi o primeiro a propor um átomo divisível. Após a descoberta do elétron, Thomson imaginou o átomo como uma esfera maciça de carga positiva com elétrons de carga negativa incrustados, garantindo a neutralidade elétrica do conjunto. O grande avanço foi reconhecer a existência de partículas subatômicas. Em 1911, Ernest Rutherford, através de seu famoso experimento de bombardeio de uma fina folha de ouro com partículas alfa, derrubou o modelo de Thomson. Ele concluiu que o átomo é, na verdade, um grande vazio, com um núcleo minúsculo, denso e positivo, onde se concentra quase toda a massa, e uma região externa, a eletrosfera, onde os elétrons orbitam. Este ficou conhecido como o modelo planetário. Contudo, ele não explicava a estabilidade do átomo. Em 1913, Niels Bohr aprimorou o modelo de Rutherford, introduzindo conceitos da física quântica. Bohr postulou que os elétrons ocupam níveis de energia quantizados e só podem orbitar o núcleo em órbitas específicas e estacionárias, sem emitir radiação. A emissão ou absorção de luz ocorre quando um elétron 'salta' entre esses níveis de energia.

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Natureza elétrica da matéria: modelos atômicos de Thomson, Rutherford e Rutherford-Bohr. — ENEM 2026 | Papirando