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Grupos sociais em conflito no Brasil imperial e a construção da nação.

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A construção da nação brasileira durante o Império foi um processo violento, longe da imagem de estabilidade e unidade. O período foi marcado por intensos conflitos sociais que opunham projetos distintos de país. De um lado, a elite agrária, formada por grandes proprietários de terra e de escravos, lutava para manter a estrutura socioeconômica herdada da colônia: o latifúndio, a monocultura de exportação e, principalmente, a escravidão. Para essa elite, 'nação' significava um Estado centralizado e forte, capaz de garantir sua propriedade e reprimir qualquer ameaça à ordem vigente. Do outro lado, havia uma massa de escravizados, libertos, trabalhadores pobres (urbanos e rurais), pequenos proprietários e indígenas. Esses grupos, embora heterogêneos, protagonizaram diversas revoltas e motins com pautas que iam desde a luta pela liberdade e por melhores condições de vida até a busca por autonomia política e acesso à terra. Rebeliões como a Cabanagem (PA), a Balaiada (MA), a Sabinada (BA) e a Revolta dos Malês (BA) não foram meros distúrbios, mas verdadeiras guerras civis que revelaram a profunda fratura social do Brasil e a existência de outros projetos de nação, que foram brutalmente esmagados pelo Estado Imperial.

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Grupos sociais em conflito no Brasil imperial e a construção da nação. — ENEM 2026 | Papirando