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Fundamentos genéticos da evolução.

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Os fundamentos genéticos da evolução unem a teoria da seleção natural de Darwin com os conhecimentos da genética, formando a Teoria Sintética da Evolução ou Neodarwinismo. A ideia central é que a evolução ocorre em populações, não em indivíduos, e é definida como a mudança na frequência dos alelos (variantes de um gene) ao longo das gerações. A matéria-prima para a evolução é a variabilidade genética, gerada principalmente por dois processos: mutação e recombinação gênica. A mutação é a fonte primária de novos alelos, ocorrendo de forma aleatória. A recombinação, que acontece na meiose, embaralha os alelos existentes, criando novas combinações. Sobre essa variabilidade atuam os fatores evolutivos: seleção natural, deriva genética, migração (fluxo gênico) e o sistema de acasalamento. A seleção natural direciona a evolução ao favorecer os indivíduos com características mais adaptativas a um determinado ambiente, aumentando a frequência de seus alelos. Já a deriva genética causa mudanças aleatórias nas frequências alélicas, sendo mais significativa em populações pequenas. A migração, por sua vez, introduz ou remove alelos, tendendo a tornar as populações mais semelhantes entre si. Portanto, a evolução é o resultado da interação complexa entre a geração de variedade genética e os fatores que alteram sua frequência nas populações.

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Fundamentos genéticos da evolução. — ENEM 2026 | Papirando