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Ditaduras políticas na América Latina: Estado Novo no Brasil e ditaduras na América.

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As ditaduras na América Latina, especialmente entre as décadas de 1930 e 1950, emergiram em um cenário de crise do liberalismo econômico e das oligarquias agrárias, intensificado pela Crise de 1929. O Estado Novo no Brasil (1937-1945), liderado por Getúlio Vargas, é o exemplo paradigmático. Foi um regime autoritário, centralizador e nacionalista, instaurado por um autogolpe de Vargas sob o pretexto de uma falsa ameaça comunista, o Plano Cohen. Suas características centrais foram a supressão das liberdades políticas, a censura exercida pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) e a promulgação da Constituição de 1937, de inspiração fascista e corporativista. Economicamente, o regime investiu na industrialização via forte intervenção estatal, com a criação de empresas estratégicas como a CSN e a Vale do Rio Doce. De forma análoga, outros países como Argentina, Paraguai e Chile também viveram regimes autoritários, frequentemente com forte influência militar, baseados no personalismo do líder (caudilhismo), no anticomunismo e em um forte apelo nacionalista. Esses governos, embora dialogassem com as ideologias autoritárias europeias, adaptaram-nas às realidades locais, marcando uma era de redefinição do papel do Estado na economia e na sociedade.

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Ditaduras políticas na América Latina: Estado Novo no Brasil e ditaduras na América. — ENEM 2026 | Papirando