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Concepções pré-mendelianas sobre a hereditariedade.

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Antes de Gregor Mendel, a compreensão da hereditariedade era um campo de especulação filosófica e observação empírica, sem base experimental sólida. A primeira teoria de destaque foi a pangênese, proposta na Grécia Antiga por Hipócrates. Ela sugeria que cada parte do corpo produzia partículas chamadas gêmulas, que viajavam pelo sangue até os órgãos reprodutivos para serem transmitidas aos filhos. Isso explicaria como características adquiridas poderiam ser herdadas. Aristóteles criticou a pangênese, argumentando que traços podiam pular gerações e que pais com partes do corpo amputadas ainda geravam filhos completos. Séculos depois, no período do Iluminismo, ganhou força o preformacionismo. Seus defensores acreditavam que um ser humano em miniatura, o homúnculo, já existia pré-formado em um dos gametas (no espermatozoide para os animaculistas ou no óvulo para os ovistas), necessitando apenas de crescimento. Contudo, a teoria mais aceita no século XIX, imediatamente antes de Mendel, foi a da herança por mistura. Ela postulava que as características dos pais se misturavam nos descendentes de forma permanente, como tintas de cores diferentes, resultando em um fenótipo intermediário. O problema central dessa ideia é que ela não explicava a reaparição de traços recessivos e previa uma rápida perda de variabilidade nas populações.

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Concepções pré-mendelianas sobre a hereditariedade. — ENEM 2026 | Papirando