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A industrialização brasileira, a urbanização e as transformações sociais e trabalhistas.

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A industrialização brasileira é um fenômeno tardio, iniciado de forma mais robusta a partir da década de 1930, sob o governo de Getúlio Vargas. Seu modelo principal foi o de Substituição de Importações (ISI), que consistia em produzir internamente os bens que antes eram comprados do exterior. Esse processo, intensificado no governo de Juscelino Kubitschek (Plano de Metas, 1956-1961), foi sustentado pelo chamado 'tripé econômico': capital estatal (indústrias de base, como siderurgia e energia), capital estrangeiro (bens de consumo duráveis, como automóveis) e capital privado nacional (bens de consumo não duráveis). A principal consequência socioespacial foi uma urbanização extremamente rápida e concentrada, especialmente na Região Sudeste. O intenso êxodo rural, motivado pela busca de empregos nas cidades, gerou um crescimento urbano desordenado, resultando em problemas como favelização, falta de infraestrutura e segregação socioespacial. No plano social e trabalhista, a industrialização criou uma nova classe operária urbana, motivando a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em 1943, um marco na formalização dos direitos trabalhistas, mas que refletia também uma estratégia de controle dos sindicatos pelo Estado.

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A industrialização brasileira, a urbanização e as transformações sociais e trabalhistas. — ENEM 2026 | Papirando